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Algumas coisas que se atraem: a.. Mãos e seios. b.. Olhos e bunda. c.. Nariz e dedo. d.. Pobre e funk. e.. Mulher e vitrines. f.. Homem e cerveja. g.. Queijo e goiabada. h.. Chifre e dupla sertaneja. i.. Carro de bêbado e poste. j.. Tampa de caneta e orelha. k.. Moeda e carteira de pobre. l.. Tornozelo e pedal de bicicleta. m.. Jato de mijo e a tampa do vaso. n.. Leite fervendo e fogão limpinho. o.. Velho ou pobre e show do milhão. p.. Dedinho do pé e ponta de móveis. q.. Camisa branca e molho de tomate. r.. Tampa de creme dental e ralo de pia. s.. Café preto e a toalha branca da mesa. t.. Show da virada de ano e Roberto Carlos. u.. Chave trancando a porta e telefone tocando. v.. KLB e controle remoto (Para mudar de canal). w.. E por último: Mau humor e segunda-feira
Enviado por Nila
Escrito por Jose Bentes às 17h06
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CARTAS DA BEIRA DO INDICO
VISITA AO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL
O Museu de História Natural, outrora chamado de Museu Álvaro de Castro, é um dos locais da cidade de Maputo mais visitado tanto por residentes como por turistas, dada a sua fama como depositário de raras colecções de animais selvagens, embalsamadas, com destaque para uma colecção de fetos de elefante que é única em todo o mundo.
A célebre e única colecção de fetos de elefante
Mas não só os animais ali representados constituem atracção. O edifício em si é de extraordinária beleza arquitectónica e nenhum outro na cidade é tão fotografado e filmado como este.
O belo edifício do Museu
Desde longa data que faço parte dos admiradores desta instituição. Foi ali que iniciei a minha aprendizagem sobre a morfologia das espécies bravias deste país e que muito me valeu para obter boa classificação no concurso para fiscal de caça realizado em 1955. Conheci neste Museu algumas das principais pessoas que foram responsáveis pela criação do fabuloso espólio que ali se encontra, tais como o velho e famoso Peão Lopes e outros taxidermistas, pintores, escultores, colectores, caçadores, pescadores, desenhadores e simples artesãos que ao longo dos tempos deram o seu contributo para que esta casa seja hoje o mais importante repositório da história natural do país.
Continua...
Escrito por Jose Bentes às 14h37
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Desde longa data que faço parte dos admiradores desta instituição. Foi ali que iniciei a minha aprendizagem sobre a morfologia das espécies bravias deste país e que muito me valeu para obter boa classificação no concurso para fiscal de caça realizado em 1955. Conheci neste Museu algumas das principais pessoas que foram responsáveis pela criação do fabuloso espólio que ali se encontra, tais como o velho e famoso Peão Lopes e outros taxidermistas, pintores, escultores, colectores, caçadores, pescadores, desenhadores e simples artesãos que ao longo dos tempos deram o seu contributo para que esta casa seja hoje o mais importante repositório da história natural do país.
Com o director do Museu, Dr. Augusto Cabral (esquerda), junto de um record mundial de troféu de búfalo
Graças à profissão que abracei, pude contribuir, em várias ocasiões, com exemplares de pequenas espécies da fauna selvagem para este Museu e colaborei também em várias operações de captura de alguns animais ao mesmo destinados. Isto em obediência à política de boas relações e entendimento que sempre existiu entre esta instituição e os serviços da fauna bravia.
Naturalmente que o meu relacionamento com os responsáveis do Museu foi sempre – e felizmente ainda é – excelente, orgulhando-me mesmo de, em relação ao seu actual director, Dr. Augusto Cabral, ser mais do que isso pois se alicerça numa particular amizade que vem desde os velhos tempos em que, ainda jovens, nos conhecemos e nos cruzamos em várias latitudes desde país, cada um nas suas funções mas sempre muito próximos em relação aos ideais. Nos meus últimos anos de trabalho em Moçambique foram frequentes os trabalhos que ambos realizamos, em conjunto, virados para a divulgação sobre o valor do património faunístico junto das camadas jovens das escolas da capital.
Esta foto tem o propósito de mostrar o par de presas de elefante que estão expostas no hall de entrada do Museu e que são as maiores até hoje conhecidas em Moçambique. Estas presas, de um elefante abatido em 1949, têem uma história muito interessante, que em parte já foi contada na minha Website, mas que em breve será mais desenvolvida porque se trata de um troféu dos maiores desta espécie registados a nível mundial.
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Escrito por Jose Bentes às 14h36
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Continuação....
O velho Ti-Tio Cabral, como é conhecido desde há mais de trinta anos por várias gerações de jovens que o escutaram nas suas palestras, quer no Museu quer nas Escolas ou mesmo através das rádios e televisão, mantém-se firme, mesmo com a idade algo avançada, no posto de director do Museu, onde sempre nos recebe com a sua amizade e simpatia. Não nos cansamos de recordar as coisas boas do passado, já que ambos enterramos as coisas más que também, naturalmente, vivemos.
Sector de exposição dos grandes animais
A história deste homem é um autêntico romance daqueles que entusiasmaria qualquer leitor, pois está recheada de episódios fantásticos ocorridos nas várias frentes de luta que travou para chegar onde, curiosamente, ele diz que nunca chegou! A começar pelas suas origens, de gente aristocrata e aventureira, cujas famílias foram pioneiras no inicio do século passado em vários sectores da Colónia (um tio paterno foi mesmo Governador-Geral), o Augusto Cabral, durante a sua vida de estudante, passou por cerca de oito cursos universitários, sempre interrompidos por questões menores, antes que concluísse aquele que mais o entusiasmou – o de biologia. Desportista de eleição (campeão nacional de ginástica), professor de educação física, pintor, escultor, professor, topógrafo e desenhador, este homem dedicou toda a sua vida de trabalho a Moçambique, abdicando das regalias de uma reforma confortável que a esmagadora maioria de técnicos de idêntica categoria foram encontrar na metrópole.
Elefantes e búfalos
Continua....
Escrito por Jose Bentes às 14h35
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Neste pequeno apontamento que me ocorreu para as “Cartas” não é possível abordar uma ínfima parte da história deste amigo, mas não resisto de relatar um episódio que amiudadas vezes ele conta. Quando se apresentou no serviço militar obrigatório tinha acabado de fazer o segundo ano do curso de medicina. Foi parar a uma Companhia onde não havia clínico e o comandante, tendo lido a ficha das suas habilitações literárias, resolveu nomeá-lo médico militar, responsável pela saúde de toda a unidade. Protestou contra a decisão superior e argumentou não estar habilitado para tal, mas o comandante não transigiu e até o ameaçou de castigo caso não assumisse tal ordem. Não teve outra alternativa senão envergar a bata, colocar o estetoscópio ao pescoço e avançar para o consultório anexo à enfermaria. Ali passou todo o seu tempo de tropa, medicando e tratando não só soldados como sargentos e oficiais, a quem fez pequenas operações que só conheceu dos livros que passou a consultar, como abcessos, úlceras, hérnias, apendicites, etc., tendo-se saído bem de todas as intervenções que fez. O curioso desta passagem da sua vida é que, em vez de se apaixonar pela carreira médica que antes escolhera, acabou por desistir dela e escolheu novo curso após o serviço militar.
Hipopotamos
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Escrito por Jose Bentes às 14h34
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Hoje mesmo estive no Museu numa das frequentes visitas que faço ao amigo velho e aproveitei para fazer algumas fotos que vão juntar-se a muitas outras do meu arquivo, que ali fiz ao longo dos anos, provavelmente para ali se perderem, tal como as nossas vidas se vão desvanecendo. Algumas dessas fotos ficam aqui inseridas para deleite daqueles que apreciam esta temática.
Rinocerontes
Cena de caça de leões
Leopardo vitorioso
Outra foto com o Dr. Cabral junto de uma bonita colecção de presas de elefante
Maputo, 7 de Fevereiro de 2005
Celestino (Marrabenta
Escrito por Jose Bentes às 14h33
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